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Capítulo XXXI: A batalha por São Francisco Xavier de Tarl—harrel Parte III: Ajuda aérea.
Quartel General de Antilonius, logo após a destruição dos Golens:
Este Senhor Feudal e considerado um grande comandante que pouco antes acreditava em uma vitória fácil “contra os bárbaros” agora estava com a parte do exército que escolhera salvar decidindo o que fazer então. Junto dele estava magos mercenários que naquele momento discutiam entre si mesmo na presença de seu contratante sobre o que fazer até que o comandante destes e cuja voz pesava ordenou:
—Komi nóbis pars nóbis non peri to do naka riqui!
(Vamos embora, não há mais o que fazer aqui!)
—Coque esi re deide jo it batia? Ego beni estipendi to esi!
(Como assim vocês abandonarão a batalha? Eu paguei bem a vocês!) Retrucou Antilonius visivelmente irritado.
—Jai Kurios mo estipendi nóbis eti nóbis naka to do erat rocheri i non komi nóbis manat riqui puer mobius me todo re melani do erat so castre. Vulti to xantá recepteri go auzila.
(Sim o senhor nos pagou e nós fizermos o que foi pedido, não vamos ficar aqui para morrer tal como aqueles negros que foram dizimados. Veja o inimigo recebeu reforços…)
Neste momento um projétil explosivo que vinha na direção de Antilonius e seus oficiais fora defendido por um campo de força e energia feito pelo líder dos magos mostrando o mérito do mesmo de estar ocupando aquela posição. O bloqueio daquele projétil que explodiu em cima de suas cabeças causou um ruído extremamente ensurdecedor.
—Antolonius mo dirum eni eti mo dirum pia eni ti do komi kou dire tórra.
(Antilonius, me deve uma e me deverá mais uma no que vou dizer agora.)
—Istum to do me dire i emi alius ti redo ri joje batia?
(Certo o que me dirá de tão valioso nesta altura da batalha?)
—Sas re drako do esi mirte zo prima i crag epistrar jo ego vulti um mariá maxim do volanti i xantá eti erat so redo re maxim do desrueri zo sas re tari drako eti esere nóbis komi i puer riqui puer consumar falangi sas. Ei esi vuncher eni dia esi dirum canti i keosia klias nóbis riqui komi.
(Seus dragões que você enviou antes do confronto não voltarão, eu vejo lá longe, máquinas voadoras do inimigo e foram estas máquinas que derrubaram seus quatro dragões e estão vindos para cá para finalizar seu exército, se deseja um novo dia deverias recuar de qualquer forma nós aqui iremos.)
O líder do batalhão de magos se referia a um fato relacionado à batalha ocorrido minutos antes:
De Forte São Jorge decolaram dois Embraer 318 Super Tucano, estes eram pilotados pelo Coronel Jacob Bernard Von Frenden, membro da comunidade alemã no Brazil tinha 37 anos de Pomedore, Província do Vale do Itajaí, Santa Catarina e o Primeiro Tenente Mauro Santana Najar de 30 anos de São Paulo, Província da Grande São Paulo, São Paulo.
—Forte São Jorge para Anhanguera 1 e Anhanguera 2, limpem o espaço aéreo e dêem cobertura as forças de socorro e aos colonos.
—Aqui é Anhanguera 1 para Forte São Jorge, entendido!
Após alguns minutos, Jacob falou:
—Atenção Anhanguera 2 já está aparecendo alguma coisa no meu radar.
—Entendido Jacob, mas viu você não acha que já podemos nos chamar pelo nome?
—Se você acha melhor assim Mauro o importante é cumprir a missão. Atenção! Alvo avistado no radar se prepare para fazer contato visual!
—Entendido, acabo de identificar um “OVNI” posso fazer aproximação?
—Como quiser irei ficar recuado para lhe dar cobertura, mas fica atento há mais três alvos no radar.
—Coronel é como disseram é um dragão ou algo parecido está voando a altitude de 1.000 metros e há alguém montando nele!
—Realize um mergulho (eles estavam em altitude mais elevada) e faça alguns disparos irei estudar os danos, ver se acerta!
—Entendido! (Mas que filho da puta)
A aeronave então mergulhou e fez alguns disparos no animal, porém para a frustração de ambos os pilotos os projéteis “descascaram” partes da couraça natural que estas bestas tinham sobre a pele e isso apenas atiçou o animal que comandado pelo soldado que o montava saiu em perseguição do caça que devido a velocidade da descida acabou se pondo a sua frente.
Os “cavaleiros” vestiam couraças de ferro, calças de lã e couro, protetores nos braços e pernas, por cima da couraça um casaco de lã e couro. Dizem os nativos que este couro é tratado e garante boa proteção contra fogo.
Suas celas parecidas às utilizadas nos cavalos eram adaptadas para o torso dos dragões e amarrados por correntes e estes animais, tais como nas lendas tinham dois membros com dedos e garras e possuíam asas, as suas escamas eram grossas, a sua coloração variava do vermelho para o verde e eram tão grandes quanto um caça a jato.
O Super Tucano embicou para cima e faltando 100 metros para o chão conseguiu nivelar e estabilizar. Apesar disso a besta continuava na sua cola lançando insistentemente suas chamas, incendiando a vegetação à volta tendo o piloto de continuar se esforçando para evadir até que chegou um momento que ele chamou o companheiro e superior no radio:
—Jacob, irei fazer algo que você me proibiu enquanto não tivesse horas suficientes de vôo.
—Não faça nenhuma merda não estou a fim de escrever relatório por causa da estupidez alheia!
Mauro não respondeu, ganhou velocidade e em um movimento rápido empinou a aeronave de lado a fazendo dar um giro de 180º deitada em relação ao solo e acelerando, o animal passou reto seguindo sua trajetória e quando ficou distante o suficiente, Mauro repetiu a manobra estando agora atrás da besta em posição vantajosa. No calor do momento o piloto disparou os dois mísseis ar—ar e o dragão e seu “piloto” despencarem tal como uma “estrela cadente” em chamas.
—Jacob, você viu? Viu, não viu né?
—IDIOTA!!!!!
—Que foi alemão?
—I—D—I—O—T—A!!!!! Dois mísseis? Olha para o radar!
—Tá, tem três alvos aparecendo nele…..pera……interessante……iiiii caraii é memo….
—Era exatamente isso que alertei para evitar…
O paulistano engoliu seco e percebeu o tamanho da burrada cometida.
—Jacob, o que iremos fazer há três inimigos vindos em nossa direção
—Agora você me pergunta? Jura que há três inimigos? Eu só tenho dois mísseis por que vossa senhoria desperdiçou sendo dedo mole!!!!! Cada uma das nossas aeronaves também leva uma bomba de queda livre então use a cabeça enquanto vou lidar com os outros dois dragões!
—Alemão, tu não ta sugerindo que eu voe para cima igual aquele filme não é? Será que agüenta?
—Puta que pariu, essa porra não é um monoplano da primeira guerra mundial com asas de lona ou madeira e motor a pistão é um TURBOÉLICE!!!!!! O que sua galera realmente aprendeu na academia da Força Aérea? Não é possível cacete. SE VIRA OU VOU CAUSAR UM FOGO AMIGO SEM QUERER!!!!!
—Relaxa Jacob calma vai ver o ar desse planeta deixou minhas idéias pouco clareadas sabe como é né, outro planeta, os parâmetros físicos são diferentes, como pressão atmosférica, gravidade, composição dos gases, incidência solar…
—FILHO DE UMA PUTA!!! TU TÁ DIVAGANDO SOBRE MORFOLOGIA PLANETÁRIA COM TRÊS CHARLIES NO RADAR PORRA!!!!!!!!
De fato estes parâmetros mais a duração dos dias e anos tinham sim suas singularidades, mas não divergiam tanto do nosso mundo. Porém o calor do momento em meio a uma batalha aérea a necessidade de tomada rápidas de decisões, o estresse devido aos erros de seu companheiro e ainda ter de ouvir essa lenga—lenga fez com que Jacob Bernard Von Frenden, durante alguns segundos travasse a mira de suas metralhadoras no seu colega e por pouco não puxou o gatilho. O silencio no áudio e a urgência de se fazer algo fez com que Mauro Najar tomasse a única decisão possível.
Aproveitando que mais uma besta inimiga estava na sua cola buscando vingar o companheiro, o piloto resolveu por a prova sua aeronave e o animal inimigo, em um teste de vida e morte.
Estavam a pelo menos 500 metros de altitude, Mauro empina para cima em direção as nuvens tentando ficar com o ângulo mais reto possível em relação ao solo, o inimigo continua na sua cola, ele aceita o desafio.
1000 metros…..1500 metros…..2000 metros…..2500 metros….. .a turbina do aparelho sugava cada vez mais ar enquanto aumentava a potência…3000 metros…..3500…. o paladino que montava na besta alada dá um comando a seu animal o ar está muito rarefeito até mesmo para quem poderia ser considerado um guerreiro de elite cujo treinamento forjava os melhores e forçava e expandia o limite dos corpos de quem se submetiam mesmo assim era muito alto para ele, o dragão inconformado ainda lançou algumas labaredas e o homem com sua pistola carregada pela boca fez um disparo que pouco fez além de algumas faíscas na fuselagem do Super Tucano.
Era à hora, estando mais alto que o inimigo Mauro liberou a bomba de queda livre de napalm que acertou em cheio o seu alvo, o calor gerado pela explosão era demais até para um dragão que como teu primeiro companheiro despencou lentamente ardendo em direção ao solo. Em meio às chamas o braço do paladino se levantou e empunhando sua pistola fez um último disparo de honra que riscou a insígnia das forças armadas imperiais Brasileiras e que Mauro pediu depois para que se preservasse como uma lembrança daquele dia.
Mais abaixo o Coronel Jacob Frenden derrubava os últimos dois dragões manobrando sua aeronave de forma suave e bela tal como se bailasse sob as nuvens. Depois de tranqüilizada a situação ele não perdeu a chance e chamou no rádio:
—Aprendeu? Viu como se faz?
—Sim alemão…..
—Sim alemão…..
Jacob podia e se gabava de suas habilidades, era muito experiente, ingressou na Força Aérea Imperial quando ainda era a Força Aérea Brasileira nos últimos anos da república, viu o drama político e social que culminou na guerra civil e sem hesitar se juntou a facção que re—instaurou a monarquia, durante o conflito abateu pilotando Super Tucanos e Gripens NG vários aviões inimigos da facção republicana, muitos destes aviões, pilotados por mercenários chineses, africanos e de outras nações comunistas. Na fuselagem de toda aeronave que pilotava sempre tinha pintado cinco caveiras e depois deste dia iria pintar mais duas.
—Atenção, aqui é Forte São Jorge, de acordo com os radares vocês deverão estar próximos da região onde está havendo os confrontos, prossigam em sua missão, mas antes confirme se os objetos voadores foram neutralizados.
—Aqui é Anhanguera 1, os alvos foram abatidos
—Anhanguera 1 e Anhanguera 2, prossigam a missão.
—Aqui é Anhanguera 1, confirmo que a informação foi recebida. Nuvens de fumaça foram avistadas ao norte de um povoado.
—Confirmado é o local da missão, prossigam
Como relatado por Jacob havia colunas de fumaça causadas pela intensa artilharia Brasileira que agora calava suas armas, então ele repassou as últimas informações com seu ala que seguia logo atrás:
—Mauro, atenção, lançarei o napalm no meio das forças inimigas, você virá em seguida e metralhará em volta, após este ataque dará uma volta e retornará para a base, tente manter a velocidade mínima, eu após o lançamento darei mais uma volta, dispararei as metralhadoras e seguirei contigo, após eu te alcançar voltaremos para casa na velocidade de cruzeiro normal.
Jacob lançou a bomba que ao se chocar no chão queimou até a morte um sem número de bravos guerreiros e disparou suas balas na direção de Antilonius que já recuava e ainda era protegido por alguns magos.
—Viu isso Mauro?
—O que? Sério? Tem uns bruxos defendendo os seus disparos?
Mauro fez um rasante como combinado e disparou os canhões no mesmo ponto que Jacob tinha feito antes.
Ele percebeu que os projéteis se chocavam com uma espécie de campo de força que só era visto no instante que o disparo acertaria o seu alvo e por causa da cadência das metralhadoras que equipavam o Super Tucano, o campo de força gerado pelo inimigo piscava e entre uma rajada e outra, um dos pilotos observou que os magos trocavam os cristais de seus cajados o que indicariam que eles armazenavam sua “mana” tal como se recarrega uma arma de fogo.
—Jacob, acabei de ver, que doido sabe o que isso me lembra? Um mangá que lia quando moleque era do meu irmão, se chamava “Youjo Senki” e tinha uma parada assim de magos se enfrentando no ar numa guerra parecida com a segunda guerra mundial e geralmente quando eram alvejados os mais experientes lançava um escudo de energia tal como nossos inimigos.
—É eu também li achei meio sem graça o final, mas confesso que aprendi muito sobre as guerra mundiais o que me ajudo a passar em história na escola haha, bom creio eu que nossa missão está cumprida siga tudo como combinado eu farei um último contato para nossos amigos em terra.
—Alô aqui é Anhanguera 1 para Força Tarefa de Emergência
—Aqui é Coronel Vasco Pacheco de Loronha comandante da força tarefa de emergência estou na escuta.
—Tudo bem ai? Precisam de ajuda? Acabei de enviar uma encomenda espero que tenha sido de alguma utilidade.
—Teu “pacote” chegou e foi recebido em cheio pelo destinatário obrigado pelo espetáculo proporcionado, tinha acabado de assistir Apocalipse Now esses dias.
—Gosta do cheiro de Napalm pela manhã?
—Como eu gosto!
(Risadas)
—Precisam de mais alguma coisa?
—Não meu amigo aqui está tranqüilo igual a São Vicente lembra?
—Fiz valer meu salário naquele dia e nem estava voando, bom se não precisa de mais nada, cuidem bem de nossos convidados e o senhor faça o favor de cuidar bem do Santa Rita
—Aquela garota é grande e já salvou minha vida antes, a amo mais que minha esposa.
—Estamos voltando para casa quando você retornar me avisa quero te pagar uma cerveja, ouvi que vai abrir uma churrascaria gaucha do lado da base no plano piloto quero ir lá.
—Olha lá que vou cobrar!
—Fiquem com Deus, bom trabalho!
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Capítulo XXXI