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Capítulo XLI: Visita oficial.
Algum dia de Agosto de 2041: Pyongyang, República Popular Democrática da Coréia.
A República Popular Democrática da Coréia vulgo Coréia do Norte uma ditadura comunista e que ao mesmo tempo em que ainda adotava uma retórica anti—ocidental, buscava seguindo os caminhos da nação da China sua protetora de sobreviver sem manter os ideais vermelhos mesmo que para isso tal como sua vizinha transformasse sua ideologia em algo tão plástico e maleável e hipócrita quanto uma massa de modelar rubra, tudo visando o tão sagrado interesse próprio.
Por isso por volta dos anos de 2030 para comemorar seu aniversário de 55 anos o ditador Kim Jong—un ordenou a construção de um estádio desportivo (o maior do mundo) para que pudesse receber os futuros eventos desportivos que ali ocorreriam e um deles seria um torneio mundial de artes marciais. Esse torneio atrairia atenção das pessoas de todo mundo, turistas e investidores afluiriam para assistir este grande espetáculo e fazer negócios. Infelizmente dinheiro não tem cor (e em uma guerra se vende para os dois lados).
E também fazia tempos que os grandes mestres das inúmeras artes marciais existentes queriam uma competição a nível global, onde diferentes artes se confrontariam e satisfizessem o desejo do público para saber o tão poderosa era seu estilo de luta favorito.
O estádio que misturava a idéia de um coliseu romano, mas coberto com uma arquitetura comunista era para uns um exemplo da megalomania socialista e para outros um exemplo da abertura gradativa e constante da Coréia do Norte para o Mundo.
O ambicioso projeto para ter mais força se iniciou na China onde neste país que não se precisa dizer referente à sua tradição de artes marciais, fundou—se o Grande Circulo Mundial de Artes Marciais ou no seu nome oficial em inglês: Great World Circle of Martial Arts. Suas primeiras edições foram na China e em países do sudeste asiático como Malásia, Tailândia e Brunei Darussalam.
Naquela noite em que Kuria estava presente, várias lutas iriam acontecer, todas no grande Estádio Kim Jong—il um dos maiores do mundo com grandes telões permitindo ao público acompanhar cada detalhe dos eventos.
As partidas esperadas eram:
No estilo sem armas peso médio:
Emilio Molina y Castro das Filipinas, praticante de Suntunkan contra Heinz Rudersdorf de Israel, praticante de Abir Judith
Tommy Coltson dos Estados Unidos, mestre de capoeira contra João Turututi do Brazil, praticante de Huka—huka.
Logo depois haveria os combates na categoria estilo armado.
Vicente Pelegrini da Itália mestre em Esgrima Histórica no estilo italiano renascentista, utilizando espada de uma mão e broquel contra Xantipos Arsenis da Grécia mestre em Esgrima histórica antiga, estilo Hoplita utilizando de lança e escudo.
Estes e outros combates eram anunciados por meio de alto falantes em vários idiomas para o publico em sua maioria turistas que conseguiram permissões especiais da ditadura comunista para presenciar o espetáculo.
No nível mais baixo do estádio no ponto mais próximo dos “ringues” um luxuoso e climatizado camarote recebia os convidados mais importantes como os cabeças do governo Norte Coreano como o ditador Kim Jong—un, mas também convidados como a divindade Kuria Epchar que aceitou fazer uma viagem diplomática para o Japão no lugar do Imperador Brasileiro que estava naquele momento ocupado com a formação de um novo parlamento.
Em um inglês fluente o ditador acompanhado de sua esposa e de seus filhos. Este filho mais velho mesmo sendo jovem já tinha sido nomeado para um alto posto do oficialato, abordou a deusa:
— Are you enjoying the spectacle I offer in the name and for the people?
(Está apreciando o espetáculo que ofereço em nome e para o povo?)
— Interesting the forms of government that exist in this world, I was so engrossed in business related to Brazil that I forgot to explore the nations on this side of the vortex.
(Interessante as formas de governo que existe neste mundo, estive tão entretida nos negócios relacionados ao Brazil que esqueci de explorar as nações deste lado do vórtice.)
—I am happy for your presence, welcome my dear Marshal to your presence in this show as a gesture of goodwill to the Brazilian people that despite the infinite differences, it is my desire to further strengthen relations, popular Korea has a lot to offer.
(Fico feliz por sua presença, receba minha cara marechal a sua presença neste espetáculo como um gesto meu de boa vontade ao povo brasileiro que apesar das infinitas diferenças, é meu desejo de estreitar mais as relações, a Coréia popular tem muito a oferecer.)
— Governments for me have a different meaning for mortals, well I don’t know if you will believe that after all, there are no gods or gods for you, but you can preach the opposite, but know that I am a goddess and I will speak not for myself, but in the name of mine. friends in Brazil.
What does your country have to offer besides this martial arts show? Yes is a splendid festival a dignified one as you say? Popular fun? And what do you as “representative of the people” have to offer on your own? I look where in this picturesque country I see the shadow of a dragon, a big dragon, red and gold and very greedy and greedy.
I protect my friends, I protect those who treat me well, you treat me well and the Brazilians treat me very well why should I do harm? My friend, my friends don’t want anything from you, my friends, they are as I can say appreciators of other truths would die for it just as your great army would die for the truth you claim to believe.
(Governos para mim têm um significado distinto para mortais, bom não sei se você acreditará nisso afinal deus ou deuses para vós não existem, mas você pode pregar o contrário, porém saiba sou uma deusa e vou falar não por mim, mas em nome dos meus amigos no Brazil.
O que teu país tem para oferecer além deste show de artes marciais? Sim é um festival esplêndido uma digna como vocês dizem? Diversão popular? E o que você como “representante do povo” tem a oferecer por si só? Eu por onde olho neste pitoresco país eu vejo a sombra de um dragão, um dragão grande, vermelho e dourado e muito guloso e cobiçoso.
Protejo meus amigos, protejo quem me trata bem, você me trata bem e os brasileiros me tratam muito bem por que eu deveria fazer mal? Meu amigo, meus amigos não querem nada de você, meu amigos, são como posso dizer apreciadores de outras verdades morreriam por ela da mesma forma como seu grande exército morreria pela verdade que você diz acreditar.)
Chamando Kim Jong—un de canto falando de forma privativa, parando de falar em inglês a deusa começou a falar em coreano:
—북부 용, 동부 곰, 성 및 좋은 음식을 먹는 것이 자유 롭다는 것을 의미하지는 않습니다.
Bugbu yong, dongbu gom, seong mich joh—eun eumsig—eul meogneun geos—i jayu lobdaneun geos—eul uimihajineun anhseubnida.
(Cuidado com os dragões do norte, os ursos do leste, ter castelos e boa comida não significa ser livre.)
E enquanto pegava uma garrafa de champanhe, continuou, mas novamente em inglês:
— Thanks for the stay, I’m leaving right away, when I feel satisfied seeing these struggles, I will leave for Japan, that noble nation, the first one I met when I randomly opened the first vortex connecting my world to yours, that nation that even for so little time (which is decades for someone over 1300 years old) has caused great pain to its people, it is the same noble nation for which you have 5 nuclear warheads pointed.
(Obrigado pela estadia estou logo de partida, quando me der por satisfeita vendo estas lutas eu partirei para o Japão, aquela nobre nação a primeira que conheci quando abri ao acaso o primeiro vórtice ligando o meu mundo ao seu, aquela nação que mesmo por tão pouco tempo (o que são décadas para alguém que tem mais de 1300 anos) causou grande dor a sua gente, está mesma nobre nação para o qual o senhor tem 5 ogivas nucleares apontadas.)
Com um olhar contrariado o ditador respondeu:
—You know too much, what you think you are?
(Você sabe demais, o que pensa que é.)
Logo dois homens fortes com roupas sociais se aproximaram como se desejassem retirar a deusa para outro lugar tal como fazem com dissidentes, Kuria olhou de lado para um dele levantou a mão fazendo um gesto como se pedissem um pouco de tempo e um dos homens mesmo sem encostar nela se jogou no chão gritando de dor com a mão esquerda segurando o ombro direito.
—A doctor, urgent a doctor!
(Um médico, urgente um médico.) Gritou a deusa.
O colega do que estava no chão socorria o parceiro, logo socorristas de plantão atenderam o ferido levando para uma enfermaria, depois iriam constatar que o osso da clavícula e parte escápula haviam sidos misteriosamente esmagado. Kuria olhou no fundo dos olhos do ditador como se dissesse: eu poderia tê—lo matado se quisesse.
Voltou para seu lugar no camarim, local privilegiado e continuou assistindo as lutas.
No dia seguinte e no outro também veio para o mesmo lugar e nos outros dias que estava presente foi muito mais bem tratada (como se já não desfrutasse da estadia)
Satisfeita com o espetáculo a divindade em uma manhã pegou um táxi em direção ao Aeroporto Internacional de Pyongyang. Pelo caminho ela atravessou as largas avenidas da capital norcoreana. Além destas largas e retas avenidas haviam por todo lugar, cartazes, pinturas, monumentos e estatuas pregando a ideologia socialista aos moldes coreanos também havia prédios ao estilo stalinista e brutalistas com suas fachadas sisudas e monótonas estes edifícios se intercalavam na paisagem com modernos prédios construídos por empreiteiras chinesas, russas e também vindas de nações islâmicas. Essa era a capital da coréia comunista uma coréia que tentava se abrir ao mundo a sua maneira de acordo com seus interesses cujo comunismo também se moldava as necessidades sem perder sua essência.
O aeroporto estava incrivelmente movimentado para um país socialista e o motivo claro era o gigantesco torneio de artes marciais que continuava a trazer turistas entusiastas de todos os cantos (há relatos de pelo menos dois nativos endinheirados da mesogeia que se estabeleceram junto com os brasileiros após a vinda dos mesmos ao seu mundo que curiosos em conhecer tudo vindo do portal foram presenciar este torneio).
Kuria fazia o caminho contrário, saia do país. Embarcou na primeira classe em um vôo da Japan Airlines em direção ao Aeroporto Internacional de Kansai com destino a Kyoto.
O aeroporto de Kansai foi construído entre as décadas de 1980 a 1990 sendo inaugurado em 1994. A característica que mais chama atenção dos estrangeiros é referente ao fato de por falta de bons espaços disponíveis o aeroporto teve que ser construído em uma ilha artificial no meio da baía de Osaka. Inicialmente a área da ilha artificial e do complexo era de aproximadamente 10 km² e desde então passa por expansões ocasionais, é conectada a cidade de Osaka por uma ponte ferro—rodoviária de quase 4 kms sendo o maior aeroporto do Japão.
Osaka dista de Kyoto aproximadamente 60 kms e essa distância pode ser atravessada tanto por estradas, metrô como também por uma ferrovia onde passa o muito conhecido e luxuoso trem—bala. Turistas com dinheiro contado ou o assalariado comum preferem fazer o trajeto entre as duas cidades por meio de ônibus ou utilizando os trens metropolitanos. Mas se tratando de Kuria, era previsível que ela escolhesse uma confortável poltrona em um dos Shinkansen os famosos Trem—bala japoneses, da linha Tokaido Shinkansen.
Por serem cidades vizinhas o trajeto foi realizado em poucos minutos, mas isso não desanimou Kuria que logo pegaria um trem da mesma linha em direção a Tóquio seu destino, levando mais tempo de viagem. O suficiente para assistir um filme dos estúdios Ghibli.
Chegando a Kyoto antiga Edo a deusa, agora também Marechal e no momento diplomata aproveitou que seus encontros com o Tenno Reiwa, a Dieta e outras autoridades ocorreriam dentro de três dias e aproveitou para visitar os inúmeros sítios históricos naquela localidade. A imprensa japonesa mais comedida que a brasileira fazia uma cobertura de sua passagem, mas de forma distante e discreta da deusa, talvez o incidente acontecido no distrito da luz vermelha de Tóquio estivesse na memória coletiva de todos…
Kyoto, uma metrópole da região de Kansai com cerca de 1,5 milhão de habitantes foi oficialmente fundada quando no século VIII o 50° Imperador Japonês, Kammu mudou para lá a sua capital afim de se afastar da poderosa influencia do clero budista em Nara, apesar de que segundo estudos arqueológicos a presença humana onde seria esta cidade data desde o século V.
Os padrões representados na bandeira da cidade o tradicional Mon ou selo o equivalente ao brasão de armas ocidental daria uma boa estampa em algum quimono de tão bonito que são.
Santuário de Kamigamo, Santuário de Shimogamo, templo de To—ji, castelo de Nijo, castelo de Fushimi, castelo de Shoryuji entre tantas outras construções e monumentos, em cada uma delas Kuria apreciava a beleza e graças aos seus poderes sentia em cada parte, literalmente sentia a história destes sítios. Séculos passavam por sua mente de uma forma que os espíritos humanos não são capazes de descrever. É como se todos os períodos do passado japonês desde o Período Nara até a decisão americana de bombardear Nagasaki em vez Kyoto com armas nucleares disputassem para aparecer aos olhos de Kuria.
Finalmente o próximo destino, Quioto o formigueiro gigante japonês uma das maiores cidades do mundo, cidade que concentra em sua região metropolitana uma boa fatia da população daquelas ilhas e Kuria embarcou, mas não de mãos vazias.
As cabines do Shinkansen eram confortáveis com poltronas macias e inclinação ajustável por meio de um controle no apoio direito, ainda vinham acoplado um monitor para navegação na internet e também exibição da programação de televisão em japonês e inglês. (Uma interface interativa holográfica estava em desenvolvimento). Estando em sua poltrona após pedir uma bebida à deusa, enquanto o trem iniciava a viagem do trecho, resolveu assistir o noticiário internacional de um canal japonês.
As manchetes daquele dia no mês de agosto de 2041 eram relacionadas a distúrbios anti—chineses no sudeste asiático e na Oceania, algum golpe de estado na África, uma crise constitucional na América Latina, protestos nacionalistas e monárquicos na Europa, a crise nas Guianas no qual o governo brasileiro foi obrigado a intervir entre outros assuntos pequenos.
Fora o debate relacionado aos eventos na Mesogeia onde a grande mídia incitava ou dava a acreditar que havia uma guerra fria entre Japoneses e Brasileiros, também eram debatidas as notícias daqueles primeiros confrontos envolvendo os brasileiros. (Incidente em Shalganusta e batalha de São Francisco Xavier de Tarl—harrel)
A tensão das notícias globais eram amenizadas pelos intervalos comerciais onde até os deuses mesogeus podem se divertir, pois os insanos comerciais japoneses são mundialmente famosos pela como dizem os ocidentais, falta de noção.
Enquanto se entretinha vendo a TV uma bela moça alta cabelos lisos e pele morena saudou a deusa. A garota em si que vestia uma sensual, mas muito bem elaborada roupa se chamava Rati Nayyar de Monteiro, mas era conhecida pelo nome artístico de Rati Sutra, um trocadilho com Kama Sutra um milenar manual de paquera, relações sexuais e também boas maneiras sociais dos quais só as partes eróticas foram divulgadas no ocidente, mas cujo conteúdo original era mais profundo.
Em português língua de parte de seus ancestrais colonizadores lusitanos aquela moça falou:
—Minha deusa Kuria, não sei se lembra de mim mas a ti sou devota.
—Infelizmente lembro de cada criatura miserável que tive contato é um fardo mas é um bônus pois lembro de cada boa criatura que também tive contato e você pode se considerar parte do segundo grupo. Não posso dizer o mesmo do jovem que você se lembra cujo corpo eu despojei do fardo de sustentar uma cabeça e mente inútil.
—Ao romper os membros daqueles meninos maus você de certa forma rompeu nossos grilhões minha deusa.
—Só me chama de Kuria, somos amigas e você foi bem poética.
—Muito bem, Kuria—cham, para onde você está indo?
—Tóquio e você?
—Tóquio também, estou indo gravar você sabe uns filmes…
—Quero vê—los depois eu estou indo para me encontrar com o Tenno Heika a pedido do Imperador do Brasil.
—Tenno Heika, você diz o Imperador Reiwa? Nahurito—sama?
—Sim ele mesmo, o que tem? Não sabia que as divindades tem um certo acesso aos governantes?
—Não, não tudo bem às vezes esqueço essas coisas.
—Você tem que focar nas suas preocupações, deixe assuntos como os que vou lidar com os infelizes designados.
A conversa continuou com muitas risadas em uma dança entre a língua japonesa, portuguesa e também inglesa de uma forma natural e estranha para ouvintes monoglotas.
Tão agradável que logo elas chegaram ao seu destino, à caótica, entulhada e bela Tóquio.
—Então minha deusa é aqui que nos separamos.
—Depois de cumprir meus compromissos estarei livre.
—Será uma honra passar um tempo livre com você!
As duas trocaram seus contatos e Kuria seguiu para o tradicional bairro de antiguidades de Shimokitazawa atrás de alguns artigos.
Sem levantar muito alarde ela comprou o que procurava e logo seguiu para o prédio da Embaixada Brasileira em Tóquio no bairro especial de Minato, próximo do coração político japonês. Na embaixada foi recebida pelo embaixador brasileiro no Japão e com ele passou o dia discutindo os detalhes do que ela faria em nome do Imperador Brasileiro incluindo locais para serem visitados e protocolos a serem seguidos.
Assim ficou a agenda: pela manhã Kuria junto do embaixador brasileiro participariam de uma cerimônia do chá junto de representantes do governo, sociedade e na presença também do príncipe Hisahito de Akishino.
O almoço seria com o primeiro ministro japonês onde alguns assuntos começariam a serem discutidos. A tarde seria dedicada a um longo encontro com o Tenno Heika e outras autoridades onde o resto dos assuntos, os mais complicados seriam discutidos de forma mais profunda.
Deveria o Imperador brasileiro está presente nesses compromissos e ele estaria se não fosse à queda do gabinete do governo de viés conservador devido principalmente a uma pressão dos nacionalistas monarquistas. A política brasileira no tocante as colônias, que querendo ou não surgirão no mundo além vórtice, seria decidida na formação do novo gabinete e o monarca como Chefe de Estado tinha como uma das funções mais importantes, acompanhar e aconselhar a formação de cada novo governo.
Porém tão repentino quanto à conexão entre dois mundos cuja distância em anos luz ainda seria calculada, duas nações que nutriam entre si um carinho e amizade se viam de repente jogados em uma possível rota de colisão em uma rivalidade geopolítica do qual a mera possibilidade desse confronto em qualquer esfera, alimentava e provia gozo a autoridades de outras potências que em seus corações lambia os beiços tal como um faminto frente à carne sendo assada enquanto nos seus íntimos fantasiavam todas as várias possibilidades.
Um confronto entre brasileiros e japoneses agora se somava as inúmeras possibilidades próximas do futuro incerto e deveria assim ser afastada com o máximo de empenho.
Kuria, não importa o nome que se escolha para defini—la, o termo técnico, ela tinha forma humana, não na verdade ela tinha uma forma mais perfeita que a humana, por isso não era humana, era mais forte que os humanos, mas Kuria também tinha se tornado amiga de um grupo a parte de humanos, uma fatia separada dentro os mais de 8 bilhões de humanos, ela era amiga da fatia de humanos chamados de brasileiros.
E a pedido de um amigo, o que sustenta na cabeça a coroa, no ombro o fardo da nação, ela tinha vindo ao Japão para que as intenções fossem postas na mesa ao mesmo tempo em que se diminuíssem as tensões, que tudo ficasse claro, dentro do possível o mais próximo do ideal.
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Capítulo XLI