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Capítulo XLIII: O que podemos decidir aqui neste momento?

 

O Palácio Imperial de Tóquio ou como também é chamada de Palácio Imperial do Japão ou Vila Imperial, em japonês chamado de Kokyo, literalmente residência imperial é um complexo de edifícios e parques no distrito de Chiyoda no centro de Tóquio. Neste complexo com cerca de 1,15 kms², existem além da residência dos Imperadores e seus familiares, parques abertos a visitação pública, museus, arquivos e prédios administrativos.

Construindo no local do antigo castelo de Edo o complexo está sob administração da Kunai—cho ou Agência da Casa Imperial, órgão do governo responsável por gerir o dia a dia da família imperial japonesa como seus compromissos além de zelar pela sucessão imperial, todas as necessidades cotidianas dos membros da casa de Yamato são providas por este órgão que volta e meia recebe criticas sendo acusada de manter os monarcas em uma espécie de cativeiro.

Como curiosidade, no auge da bolha imobiliária de Tóquio na década de 1980, chegaram a estimar que o valor de todo complexo palaciano era superior ao valor de todos os imóveis do estado Norte Americano da Califórnia.

Os enviados brasileiros foram como manda o protocolo e a tradição recebidos no Salão de Recepção Chowaden por funcionários do palácio e depois levados até um salão onde estava o monarca nipônico.

Mal chegaram e o imperador em um inglês perfeito quebrou o protocolo:

— Kuria Epchar the version of this other world of what the Greeks knew as Aphrodite and the Romans as Venus, welcome back to our country which among other nations was the first in our world that had the honor of having the first contact between these worlds. . You look stunning despite the fact that as a foreign dignitary you could have come in Western dress or even those from your world.

(Kuria Epchar a versão deste outro mundo do que os gregos conheciam como Afrodite e os romanos como Vênus, bem vinda de volta ao nosso país que entre outras nações foi à primeira de nosso mundo que teve a honra de ter o primeiro contato entre estes nossos mundos. Você está belíssima apesar de que como dignitário estrangeiro poderia ter vindo com trajes ocidentais ou mesmo os do seu mundo.)

Também em inglês a deusa respondeu:

— In fact I could, but I always try to achieve a goal to make a good and strong first impression on those I have in front of me

(De fato eu poderia, mas sempre busco para alcançar um objetivo causar uma primeira boa e forte impressão em quem tenho frente a mim.)

Os presentes sentaram em poltronas em volta de uma mesa, o Tenno Heika de um lado, Kuria do outro, o Tenno com seus assistentes Kuria tinha ao seu lado o embaixador brasileiro e na poltrona lateral o primeiro ministro japonês.

— What can we decide here?

(O que podemos decidir aqui?) Já perguntou o primeiro ministro.

—Let’s start talking about the scientific research that the nations are taking east, but also some places west of the mountains.

(Vamos começar a conversar sobre as pesquisas científicas que as nações estão levando a leste, mas também em alguns lugares a oeste das montanhas.) Começou Kuria.

— They are doing very well, the amount of biological resources for medicinal purposes in addition to pathology research has shown great value. Brazilians also do something like that.

(Elas estão indo muito bem, a quantidade de recursos biológicos para fins medicinais além das pesquisas de patologias tem demonstrado grande valor. Os brasileiros também fazem algo do tipo.) Respondeu o primeiro ministro.

— Yes, my Brazilian friends do something like that, I received a document from the Emperor that occasionally near Fort São Jorge or even my temple, Brazilian researchers bump into an American, Japanese or even Chinese and look at the animosity of Brazilians with Chinese is nothing, let’s say, ignoble.

(Sim meus amigos brasileiros fazem algo do tipo, recebi um documento do Imperador que vez ou outra perto de Forte São Jorge ou até mesmo do meu templo, pesquisadores brasileiros trombam com algum americano, japonês ou até mesmo chinês e olha que a animosidade dos brasileiros com chineses não é nada digamos ignorável.)

—Are there any complaints, Kuria?

(Há alguma queixa, Kuria?) Indagou o monarca.

—Brazilians do their explorations in the zone which, although not delimited, is what would be reserved for them, you do not see any government officials speaking Portuguese on your side of the mountains while I see people I do not know wanting and trying to get samples within my areas. temples and I have an agreement with Emperor D Raphael that the temples are under my sovereignty, so if I catch an American, a Japanese or anyone else entering my temples without the proper intention, we’ll find out under which divine jurisdiction the bastard’s soul will be .

(Os brasileiros fazem suas explorações na zona que apesar de não delimitada é a que seria reservada a eles, os senhores não vêem nenhum funcionário governamental falando português do seu lado das montanhas enquanto vejo gente que não conheço querendo e tentando conseguir amostras dentro das áreas de meus templos e tenho um acordo com o Imperador D Rafael que os templos estão sob minha soberania, então se eu pegar um americano, um japonês ou qualquer que seja entrando nos meus templos sem a intenção devida, descobriremos sob qual jurisdição divina ficará a alma do desgraçado.)

A deusa tinha ficado visivelmente irritada, pois acreditava que não só teus territórios (seus templos) pudessem ser violados por exploradores desavisados como também ela acreditara em seu intimo divino que a nação que ela sem admitir conscientemente adotara como protegida também viria a ser ofendida.

Sim ela era orgulhosa demais para admitir poderia passar mil anos sem entender, pareceria até um clichê de história de aventura, mas nos mesmos braços, no mesmo seio que acolheram pegando para si por capricho o desavisado do Gilmar de L. Castanho, ela também fizera o mesmo com todo o povo e nação brasileira como que em sua imaginação inocentemente arrogante ela olhasse diretamente nos olhos da Virgem e dissesse: Você cuida deles ai que eu cuido deles aqui, porém e isso está escrito, seu temperamento era tão volátil quanto aos deuses pagãos dos velhos mitos lá na aurora do ocidente quando o Mediterrâneo era o maior mar do mundo.

—Calm down Kuria, you are talking to the Emperor.

(Calma Kuria, você está falando com o Imperador.) Disse preocupado o Primeiro Ministro Japonês.

—I’m talking to the Japanese Emperor, but I’m complaining about you, Prime Minister, who at heart is a puppet of big companies and big conglomerates, their owners are right descendants of the Daimyos who for centuries retaliated against this country and now retaliate for this country’s money country always fighting amongst themselves as they did in the past, always looking for a bit more, a bit more.

(Estou falando sim com o Imperador Japonês, mas estou me queixando de você senhor primeiro ministro que no fundo é uma marionete das grandes empresas e dos grandes conglomerados, seus donos são descendentes direitos dos Daimyos que por séculos retaliaram este país e agora retaliam o dinheiro deste país sempre lutando entre si tal como faziam antigamente buscando sempre um naco a mais um bocado a mais.)

— Please take it easy, I know history turns and old mistakes don’t have to be repeated is the golden opportunity we have.

(Por favor, tenham calma, sei que a história dar voltas e velhos erros não precisam se repetir é a oportunidade de ouro que nós temos.) Disse sabiamente Nahurito.

— I believe that a situation like this, throughout history when groups of self—aware beings the best thing to do is a border agreement, about which the Brazilian Emperor gave me good instructions.

(Acredito que uma situação como essa, ao longo de toda história quando grupos de seres autocientes o melhor a fazer é um acordo de fronteiras, sobre isso o Imperador Brasileiro me deu boas instruções.) Respondeu Kuria que foi interpelada pelo primeiro ministro japonês.

— Brazil is a democracy just like Japan, shouldn’t the prime minister bring or at least guide in a proposal like this?

(O Brazil é uma democracia tal como o Japão, não deveria o primeiro ministro trazer ou pelo menos orientar em uma proposta como esta?)

— You should know if you can follow the international news that a few weeks ago the Brazilian parliament had to be dissolved and in a few days there will be new elections and as the letter of the law dictates, at least of that people the head of state temporarily assumes broader functions that before, in practice, they were being exercised in his name. But if my predictions don’t betray me, you will like the new government that, like your cabinet, Prime Minister, is formed with a large majority of nationalists, here in your case the Liberal Democratic Party.

(O senhor deveria saber se acompanha o noticiário internacional que faz algumas poucas semanas o parlamento brasileiro teve de ser dissolvido e em poucos dias haverá novas eleições e como manda a letra da lei, pelo menos daquele povo o chefe de estado assume temporariamente funções mais amplas que antes na prática estavam sendo exercidas em seu nome. Mas se minhas previsões não me traírem o senhor irá gostar do novo governo que como o do seu gabinete, senhor primeiro ministro é formado com ampla maioria pelos nacionalistas, aqui no seu caso o Partido Liberal Democrata.)

Mantendo a compostura o premier disse:

— We must then discuss the demarcation of the Brazilian and Japanese zones, sign a treaty so that there is no doubt.

(Devemos então discutir a demarcação das zonas brasileiras e japonesas, firma um tratado para que não haja dúvidas.)

O premier então falou no ouvido do imperador e este chamou um assistente pedindo—o que lhe trouxesse um display. Kuria aproveitou:

— Well gentlemen, while the boys do not return I have a present for your majesty.

(Bom senhores, enquanto os rapazes não voltam eu tenho para sua majestade um presente.)

O embaixador brasileiro entregou a deusa uma caixa comprida está abriu na frente do Imperador. O seu conteúdo era uma rara espada katana Shinto feita durante a Era Edo pelo famoso artesão Nagasone Kotetsu (1597—1678).

Kuria segurou a espada pela bainha e na frente de todos como se fosse uma mestra esgrimista (e de fato ela era) desembainhou graciosamente a lâmina e fez vários movimentos com ela no ar. O imperador abismado disse:

— What a graceful sword, one of the rarest and most beautiful I’ve ever seen, how did Kuria get it?

(Que graciosa espada, uma das mais raras e belas que já vi como a conseguiu Kuria?)

—Em uma casa de leilões, por muito tempo ela pertenceu há alguns americanos e deve ter passado de mão em mão desde que algum soldado ou oficial americano levou daqui como espólio de guerra após a derrota japonesa no conflito que vocês chamam de Segunda Grande Guerra Mundial.

(Em uma casa de leilões, por muito tempo ela pertenceu há alguns americanos e deve ter passado de mão em mão desde que algum soldado ou oficial americano levou daqui como espólio de guerra após a derrota japonesa no conflito que vocês chamam de Segunda Grande Guerra Mundial.)

— Don’t even talk about it…

(Nem fale disso…) Comentou o primeiro ministro.

—If a hundred years go by, the wounds of war never heal, in fact they are inherited just like the estate of a family, from generation to generation, written with blood and iron in the collective imagination of one or more peoples.

(Pode—se se passar cem anos as feridas da guerra nunca curam, na verdade são herdadas tal como o espólio de uma família, de geração para geração, grafada com sangue e ferro no imaginário coletivo de um ou mais povos.) Disse em tom filosófico Kuria que continua:

—I offer it to Tenno heika as a demonstration of my good intentions and in the hope that this object whose history is imprinted in this aura of energy that only those like me can feel and read can finally return home.

(Ofereço ao Tenno heika como demonstração de minhas boas intenções e no desejo que este objeto cuja história está impressa nessa aura de energia que apenas aqueles como eu conseguem sentir e ler possa retornar enfim para casa.)

Os assistentes logo chegaram com o equipamento e enquanto instalavam na mesa, Naruhito observava com atenção a espada que acabava de receber. Logo o dispositivo foi instalado, uma pérola da tecnologia. Encaixado os displays projetores junto com um computador portátil de última geração, apareceu na baixa mesa do salão de reuniões um mapa em 3D de uma parte da região centro e sul da Mesogeia.

A elaboração deste mapa não foi feito de forma mágica, mas sim no esforço conjunto entre as duas nações em um mundo sem satélites de GPS, pelo esforço de vários vôos de reconhecimento por meio de aviões turboélices e jatos, helicópteros, balões e dirigíveis que com seus radares e câmeras esquadrinharam cada centímetro quadrado, cada deformação no relevo, cada tom do solo das matas nativas além das vilas e habitações de povos nativos, tudo isso foi projetado na mesa em cores vivas e com dados mais importantes do terreno em português, japonês e inglês.

Olhando a topografia projetada na mesa os japoneses fizeram sua proposta das fronteiras usando como principais acidentes geográficos demarcadores a crista das montanhas, mas Kuria sugeriu que se delimitassem pelos vales e fendas daquele sistema montanhoso e o traçado proposto foi refeito.

Quando a primeira proposta terminou de ser refeita o embaixador brasileiro contestou a linha alegando que esta ficava muito próxima do Monte Brás Cubas o que obrigou os oficiais japoneses a refazerem a linha empurrado—a 20 kms a leste do monte depois entregaram o documento com a proposta para que fosse analisada pelas autoridades brasileiras e se possível aceita.

Havia um problema que só seria resolvido depois. As áreas exploradas e contatadas só iam até o norte de um mar ao sul que os nativos chamavam de Mar Ilenio um mar interior com 350 kms de largura, 650 kms de comprimento a leste e 450 a oeste. A costa a leste era a parte final dos Aztlantartus cheio de montanhas e um litoral acidentado com muitas entradas e ilhas, esta última região logo se tornaria um litígio nas relações nipo—brasileiras.

Outra questão em pauta além dos problemas fronteiriços era em relação ao comércio. Mais do que ligar dois mundos habitados os vórtices também era uma oportunidade em cortar de quase 20 mil kms para algo por volta de 150 kms a 200 kms a distância entre Brazil e Japão.

Por onde passaria as vias de trafego? Haveria taxas para a utilização deste atalho? Quais outras nações teriam acesso e sob que condição? E referente à imigração? Onde seriam os controles alfandegários? E por último: sob quem ficaria a responsabilidade da construção das vias e quais mãos ela utilizariam. (Observação parece bobeira, mas bom lembrar que no Brazil se conduz pela direita, mas no Japão se utiliza a mão inglesa, pela esquerda).

As discussões duraram mais do que se imaginavam, mais uma vez os protocolos eram quebrados e sem perceberem já era bem noite.

O imperador em um tom delicado e atencioso disse:

My girl, I know you have so much time to live that I might as well have known if there were another hundred emperors who reigned before me in this country but I can’t treat you any other way so I worry and invite you to rest here tonight in the palace and tomorrow he will go on with his appointments or other tasks.

(Minha menina, eu sei que você tem tanto tempo de vida que poderia muito bem ter conhecido se vivesse aqui outros cem imperadores que antes de mim neste país reinaram, mas não consigo te tratar de outra forma assim me preocupo e lhe convido para que descanse esta noite aqui no palácio e amanhã seguirá com seus compromissos ou outros afazeres.)

—Your words are spoken with sincerity I will accept your invitation, in my long history to the envy of many I got used to staying with kings, emperors or any princes regardless of the title they held under their heads, I was welcomed in mansions, castles, some so great as whole cities and even in tents on barren plains where the power and wealth of a leader lay in the strength of his warriors and in the number of his flock.

(Suas palavras são pronunciadas com sinceridade aceitarei seu convite, em minha longa história para inveja de muitos eu me acostumei a me hospedar com reis, imperadores ou quaisquer príncipes independente do titulo que sustentavam sob suas cabeças, fui acolhida em mansões, castelos, alguns tão grandes quanto cidades inteiras e até em tendas em planícies áridas onde o poder e a riqueza de um líder estavam na força de seus guerreiros e no número de seu rebanho.)

Conduzida por um funcionário da Agência da Casa Imperial, Kuria chegou a um confortável quarto e enquanto desfrutava dos prazeres do banho uma voz robótica se aproximou e falando uma mistura de português com japonês saudou:

—OYASUMINASAI! SOU O ROBÔ CRA—TYPE 21 (Chrysanthemum Robot Assistant ou Robô assistente do crisântemo) ESTOU AQUI PARA SERVIR A SENHORA NO QUE PRECISAR. ESCANEANDO CORPO DA HÓSPEDE. SINAIS VITAIS SAÚDAVEIS, MAS INCONCLUSIVOS. ESPÉCIE BIOLÓGICA DESCONHECIDA (nota: a face de Kuria como diria alguns era impagável de tão engraçada estava seu ar irritado). A SENHORA NECESSITA DE ALGUMA COISA?

—Me traga uma bebida e depois vá embora. Respondeu a deusa um pouco incomoda com o fato.

—ORDEM RECEBIDA

No dia seguinte, área de recepção do palácio:

— The emperor thanks you for your presence unfortunately he cannot attend to say goodbye due to other activities, his car is waiting

(O imperador agradece sua presença infelizmente ele não pode comparecer para se despedir devido a outras atividades, seu carro a espera.) Disse uma funcionária.

Havia ainda outros compromissos em Tóquio e outras cidades relacionados à grande comunidade brasileira no Japão. Realizado as atividades que duraram mais dois dias a deusa estava livre de seus compromissos e decidiu antes de retornar ao Brasil conhecer a Biblioteca Nacional da Dieta a maior biblioteca japonesa depois no dia seguinte ela iria para Fukushima onde atravessaria o vórtice japonês e pegaria um vôo já programado entre a ponta do portal do lado japonês (o primeiro que Kuria abriu por acaso e que agora era chamado de Base Kaguya) e Forte São Jorge.

Chegando à biblioteca enquanto se perdia em meio a livros e documentos escritos em diversas línguas, uma moça vestida em trajes formais ocidentais e que emitia uma aura tão intensa quanto Kuria a abordou:

—Peri perisoi etairós

(Há quanto tempo colega.)

—Esi? Esi riqui.

(Você? Você aqui?)

—Non komi sanruti mo? Naka re peso fasi do non vulti norum? Duo ceti?

(Não vai me cumprimentar? Fazem quantos anos que não nos vemos? Uns 200?)

—Ego ureite do adescripi nias fricus me redo ei erat etica sas Filaka…

(Achei que contabilizar informações frívolas como essa fosse competência sua Filaka…)

Filaka Vivlios Foreas ou a guardiã do livro, ela sabe verdades que só ela pode saber, como seus seguidores acredita na sabedoria pura, o propósito do seu uso, seu objetivo é mero detalhe colateral. Muitos devotos desta divindade praticam uma arte marcial cujo nome é segredo, mas cuja principal característica é o uso de partes expostas do corpo como suporte para as partes afiadas e cortantes das armas fazendo cada demonstração ou batalha um jogo de dois gumes onde o praticante pode cortar ou ser cortado pela própria arma tal como o conhecimento ao ser utilizado.

Altura mediana, pele cinza—clara azulada, cabelos cacheados de um tom extremamente escuro e olhos amendoados, esta era Filaka.

Kuria continuou:

—Davo it esi eni labori i codize escripi?

(Te deram um emprego de bibliotecária?)

—Aquid do vider al poá pia semantica.

(Algo parecido, mas muito mais importante.)

—Ego esere zou peri krais me polemarca japoni eti non oute anafer zou esi. Me pósse go riqui?

(Estive há pouco com autoridades japonesas e nem sequer mencionaram você. Como chegou aqui?)

—Coque me ego pósse? Folti vulti me… mo kuo re dire? Passport? Miho faiaque esi ech fílos me mestenha fop me kuo re dire riqui “tie man”? Ego factissum fílos i to re japoni non mo davo zo nobis milutus no neura i coetis fop eskezerin faiaque mo davo zo it possirate i sarósi eti escripi it vari ti redo i cosmo ei óla to do ego áanki.

(Como assim, como eu cheguei? Quer ver… como eles dizem? Passaporte? Menina, só você tem amigos coroados ou como dizem aqui, engravatados? Me tornei amiga dos japoneses, não me deram patentes militares, nem direitos de empreendimentos ou exploração apenas me deram a possibilidade de esquadrinhar e registrar a verdade neste mundo é tudo o que eu preciso.)

—Eti to do esi delou i ego

(E o que você quer de mim?)

—Ah, ego? Beni… skio ti antim itodo vivlio kou ech eni codize acire puer mo…

(Ah, eu? Bem… sabe no alto daquela estante tem um livro pega para mim…)

—Non ei naka vlaka naka it epis.

(Não se faça de idiota faça o flutuar.)

—Non ei malabo eti pare

(Não seja grossa e pegue.)

Kuria pegou o livro e entregou a Filaka, o livro era uma coleção de artigos escritos pelo Imperador Hensei sobre biologia marinha.

—Poa grazia etairós mo tórra ego ire zo rozeti redo tomo puer to re sermo i cosmo norum eti mirte puer to re biblioteca mo re do ech exeplo ego mirte puer esi antia.

(Muito obrigada minha colega agora eu irei traduzir este volume para as línguas de nosso mundo e mandar para as bibliotecas minhas que tenho espalhadas, mando para você também.)

—Non esere endiafre um talassitero mirte puer se endiafre.

(Não estou interessada em monstros marinhos mande para quem interessar.)

—I keosia klias mirte esi ei eni adir mo puer norum assebli

(De qualquer forma te mandarei, é um presente meu por nosso reencontro.)

—Naka mo delou Filaka ego ire puer to Brazil

(Faça como quiser Filaka eu irei para o Brazil.)

—“Grande Império Unido do Brazil” do onoa lampri ego akusta do delou re adim “Da Santa Cruz” ti onoa kou.

(Grande Império Unido do Brazil que nome pomposo ouvi que querem acrescentar “Da Santa Cruz” no nome.)

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Capítulo XLIII